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  • Adrian Alencar

Confira os desafios da produção de café no Brasil

O Dia Nacional do Café é comemorado nesta segunda-feira. Ele ocupa a segunda posição no ranking de bebidas mais consumidas no mundo, atrás apenas da água. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é de que o estado de Goiás produza cerca de 230 mil sacas de café em 2021.


Apesar da pandemia ter afetado o agronegócio em todo o mundo, a exportação de café no Brasil continua com números altos. O relatório do Conselho dos Exportadores de Café do brasil (Cecafé) aponta que de julho de 2020 a abril de 2021 houve exportação de quase 40 milhões de sacas do grão de café.


Desafios do plantio


Apesar de liderarmos a produção mundial, o plantio de café também tem seus desafios e dificuldades que todos os produtores rurais enfrentam. As pragas, doenças e fungos são uns dos percalços para todo o cafeicultor. Isso porque demanda que eles apliquem um maior controle sobre o plantio.


Uma das principais doenças nas lavouras de café é a ferrugem do cafeeiro. Ela pode causar uma intensa desfolha e entre os principais sintomas estão: Manchas cloróticas possíveis de serem vistas com a folha colocada contra a luz e necrose de partes do tecido foliar. Além da desfolha a doença também pode prejudicar a próxima safra e ainda diminuir a produção.


Para evitar a doença, os cafeicultores devem realizar monitoramento constante das lavouras de café. De acordo com o Rehagro Blog, deve-se seguir uma série de recomendações.


  • Dividir as lavouras em talhões uniformes;

  • Caminhar nas linhas aleatoriamente;

  • Coletar de cinco a dez folhas por planta no terceiro ou quarto par;

  • Localizadas no terço médio da planta;

  • Coletar cerca de 100 a 300 folhas por talhão

Além das dificuldades enfrentadas dentro das lavouras, os cafeicultores também enfrentam desafios fora do campo. Seja pelo alto custo de produção e até entraves econômicos, o plantio de café, apesar de ser amplamente planto no país, também exige um esforço dos produtores rurais.

O diretor comercial Adailton de Oliveira Lisboa é classificador e degustador de café desde 1992. A história com o grão mais produzido pelo Brasil é antiga e faz parte não apenas de sua história pessoal, mas também da sua profissão.

Adailton, porém, sabe que apesar do seu gosto pelo café, há, hoje, algumas questões encaradas como desafio para todo cafeicultor no país. Com a pandemia da covid-19 durando já mais de um ano, ele ressalta que, assim como outros diversos negócios, a cafeicultura também foi fortemente afetada. Isso acaba afetando o Brasil no comércio exterior, apesar de os números ainda continuarem vantajosos.


“Custo de produção muito alto, e as incertezas da pandemia do novo coronavírus. Além disso há também uma grande restrição no mercado mundial”, afirma o diretor comercial.

O café no Brasil


O café sempre esteve no gosto dos brasileiros. Apesar de não sermos os maiores consumidores do grão, o país ocupa uma posição alta no ranking e é o que mais produz no mundo, sendo o responsável pela exportação para diversos outros países.


Justamente no Dia Mundial do Café há várias maneiras de se comemorar. O degustador e classificador de café Adailton Lisboa foi categórico ao recomendar o que os brasileiros devem fazer nesta data para servir de homenagem ao grão torrado utilizado.


“Diria para beberem café. Ele é a segunda bebida mundialmente mais consumido mundo afora. O cultivo do café para nós brasileiros, é muito importante, porque alimenta uma grande cadeia de profissionais e empresas. Sendo eles: corretoras, armazéns gerais, transportadoras, classificadores, baristas e consultores técnicos em geral”, ressalta Adailton Lisboa.

Apesar da carga tributária ser alta para comercializar o café no Brasil, os cafeicultores continuam firmes na produção. Nos últimos três anos os preços têm ficado em alta constante, mostrando ser um bom investimento tanto para o pequeno quanto para o grande produtor.


Para a aposentada Maria Margareth de Almeida o café já faz parte da rotina. Uma passada pela manhã e outra no fim da tarde são fundamentais para o dia ficar bom. A rotina é seguida à risca há tantos anos que quando fica sem beber café, fica com dor de cabeça, afirma.


“Pode parecer que não, mas se eu ficar sem beber meu café todo santo dia, a dor de cabeça vem. Como um vício igual a qualquer outro, a abstinência também chega se eu ficar sem tomá-lo. Então o que eu faço para isso não acontecer? Tomo café todo dia. E hoje, no Dia Mundial do Café, vou até pensar em como usar ele de alguma outra forma, mas também fazendo uma garrafa bem quentinha”, conta a aposentada.
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