• Luiz Carlos Cenci

O futuro e as tendências do agronegócio são debatidas por estudantes, produtores e especialistas do


Qual o futuro do agronegócio? Essa foi a temática discutida por produtores e especialistas do setor, durante o II Seminário de Tendências do Agronegócio, que foi realizado pela Associação dos Produtores Rurais e Irrigantes do Noroeste de Minas Gerais (Irriganor), em parceria com Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae), em Unaí (MG). O evento, que contou com um público de cerca de 400 pessoas, teve a participação de nomes como José Luiz Tejon, doutor em Educação, jornalista, publicitário e considerado um dos maiores palestrantes nas áreas da gestão de vendas, marketing e agronegócio do país; Lineu Neiva Rodrigues, supervisor do Núcleo de Articulação Internacional da Embrapa Cerrados; Bruno Vicente Marques, assessor técnico da Irrigo e secretário de meio ambiente e recursos hídricos de Cristalina (GO); Nelson Ananias Filho – Coordenador de Sustentabilidade da CNA, entre outros grandes nomes do agronegócio local e nacional.

Durante o evento foram debatidos diversos eixos temáticos como irrigação, sustentabilidade, governança e mercado com palestras dos mais variados assuntos como: uso racional da água na propriedade rural; experiências da Fazenda Maringá de Cristalina (GO); a imagem do produtor rural e do agronegócio; cooperativa: ferramenta de proteção ao produtor, entre outros assuntos. Todos muito importantes para o desenvolvimento do agronegócio. O objetivo do seminário foi de levar informações importantes para a região que, junto com o município de Cristalina (GO), possui uma das maiores áreas irrigadas da América Latina, com cerca de 800 pivôs centrais instalados nas propriedades rurais e como destaque as culturas de feijão, milho e soja.

Segundo a presidente da Irriganor, Ana Valentini, a região é muito rica em se tratando de agronegócio e produção rural e isso fica evidente pela quantidade de pessoas presentes e pelo interesse apresentado pelo público nas palestras. “Nosso território é muito rico no que se refere à produção rural, por isso, buscamos envolver os atores que interferem neste cenário para que tenhamos competitividade frente ao mercado e, principalmente, uma melhor gestão dos recursos hídricos e das propriedades rurais como um negócio”, afirmou Para o gerente do Sebrae Minas da Regional Noroeste, Marcos Alves, o evento foi um sucesso e cumpriu todas as expectativas. “Cumprimos as expectativas de nos aproximar dos produtores rurais e fortalecer a parceria estabelecida na primeira edição do seminário, realizada no ano passado em Paracatu, com a Irriganor, que é uma representação da governança no território”, ressaltou.

O futuro do agronegócio foi tema de debate Para José Luiz Tejon, que abriu o evento com a palestra: “Qual o futuro do Agronegócio?”, o agricultor moderno precisa saber um pouco de tudo o que o agronegócio exige, questões que vão além do antes e do depois da porteira. “Existe um sistema que se conecta e impacta em tudo que é originado a partir do campo. O Agronegócio exige, antes da porteira, a ciência e a tecnologia, o trabalho de instituições como o Sebrae e a educação. Nós também estamos muito impactados pelo que há além da porteira, com as ONGs, entidades de saúde animal, os aspectos de todo mundo preocupado com tudo. Antigamente ninguém sabia de onde vinha o porco, de onde vinha a soja, e de onde vinha a galinha, hoje, todo mundo quer saber de tudo. Temos uma preocupação mundial que impacta os produtores rurais”, explicou.

Tejon explicou também que qualquer decisão, por menor que ela seja, em uma cadeia de valor como a do agronegócio, causa problemas ou causa oportunidades ao longo de toda a cadeia. Ele também bateu na tecla da sustentabilidade e do problema do desperdício e afirmou que, para enfrentar o futuro, é necessário ampliar aquele e diminuir esse. “O planeta caminha para uma população de cerca de 10 bilhões de pessoas nos próximos 40 anos e o desperdício precisa ser evitado. Somente nos supermercados brasileiros desperdiçamos 7 bilhões de reais todos os anos. Caminhamos por uma luta contra o desperdício e a favor da sustentabilidade. Agronegócio é sinônimo de saúde. Esse é o produtor rural do futuro, que na verdade já é o produtor rural do presente”, ressaltou Tejon.

O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Cristalina, Bruno Vicente Marques, que também palestrou durante o Seminário, falou sobre a experiência da Fazenda Maringá, de Cristalina (GO) que, através do manejo sustentável do solo e da água, viu seus índices de produtividade crescerem de forma exponencial, aliando sustentabilidade com rentabilidade. Ele explicou que o grande produto da Fazenda Maringá evoluiu além da produção de grãos ou carne. “Hoje, o grande produto da Fazenda Maringá são solos produtivos, através da inserção da variável ambiental em todas as atividades desenvolvidas na propriedade rural”, afirmou Marques.

Ele destacou ainda, que a Fazenda Maringá pode ser considerada modelo de produção sustentável e tudo o que se colocar em cima daquele solo vai ser altamente produtivo. “Hoje, a propriedade trabalha com atividades que vão desde a pecuária, produção de grãos e a fruticultura como atividades econômicas. São diversos fatores que levaram a Fazenda Maringá a construir ambientes produtivos, consequentemente, aumentando a rentabilidade dos produtores rurais que nela atuam”, destacou Bruno.

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