• Thalita Braga

Escola Especial de Cristalina ganha usina de energia solar através de parceria firmada pelo projeto


Atualizada em 25/10/2017

Diretor executivo da MTEC, José Carlos Tormim durante a entrega do sistema fotovoltaico para Apae Cristalina

Foi pensando grande e batendo de porta em porta pedindo apoio para o projeto Agrinho 2017 que a diretora da Escola Especial Dr. João Bosco Rennó Salomon, Cristina Maróstica, tirou do papel um projeto de energia fotovoltaica e o colocou no telhado da Associação de Pais e Excepcionais de Cristalina (Apae). Cristina conta que ideia surgiu logo que receberam o tema do programa Agrinho deste ano – “Fontes de Energias Renováveis”. “Queríamos trabalhar um projeto que pudesse ir além dos muros da Apae, que pudesse ser modelo para outras unidades escolares e também para comunidade”, ressalta. Foi então que a diretora e o Comitê Gestor do projeto começaram a pesquisar sobre o modelo de funcionamento do sistema de produção de energia solar. “Em um bate-papo com o presidente do Sindicato Rural de Cristalina, Alécio Maróstica, e o produtor rural [presidente da Associação dos Irrigantes de Goiás (Irrigo)], Luiz Figueiredo, que havia instalado uma usina fotovoltaica em sua fazenda, recentemente, percebemos que a energia solar era a mais viável, tanto pelo custo, como pela sustentabilidade e a alta oferta de matéria-prima: o sol”, conta.

Com o projeto em mãos e o desejo de tirá-lo do papel, logo surgiram os parceiros, o primeiro foi a Fazenda Figueiredo, que há anos é uma empresa amiga da Apae. O diretor presidente e produtor rural, Luiz Carlos Figueiredo, recebeu os alunos da Escola Especial em sua propriedade, explicou o funcionamento da usina fotovoltaica e trouxe para execução do projeto as empresas MTEC Energia e WEG, que juntas fizeram um investimento de 20 mil reais na construção do sistema solar na Apae. Segundo o diretor executivo da MTEC e engenheiro eletricista, José Carlos Tormim, o novo sistema irá diminuir o gasto de energia elétrica da entidade. “Além do abatimento de despesas com energia, a Apae passa a colaborar diretamente com o meio ambiente produzindo energia limpa, que depende apenas do sol para funcionamento. Nossa empresa se orgulha de ser parceira desse projeto, que certamente será referência para outras escolas”, afirma Tormim.

Harry Schmelzer Neto, Gerente de vendas de Energia Solar da WEG, também destacou a satisfação de fomentar um projeto de cunho educativo e socioambiental. “A WEG está muito feliz em participar desse projeto junto com a Apae de Cristalina, que vai ao encontro da nossa estratégia de responsabilidade social pensando nas gerações futuras”, afirma. O projeto Com o avanço das tecnologias e o barateamento dos custos, a energia solar vem sendo um recurso cada vez mais usado. Na Apae de Cristalina, o sistema de energia solar será utilizado para o bombeamento de água para irrigação da horta e climatização por aspersão no viveiro. “Essa é uma das aplicações mais eficientes e sustentáveis que podemos encontrar hoje no mercado, visto que o projeto utiliza energia solar e ainda assegura o reuso da água das chuvas”, garante José Carlos, engenheiro eletricista responsável pelo projeto.

Foram instalados 8 painéis fotovoltaicos na entidade, garantindo uma produção estimada de 380 KWh/mês, o que representa uma economia real de R$ 220 na conta de luz.A vida útil do sistema é superior a 25 anos. Segundo o engenheiro, as placas utilizam a radiação do sol gerando eletricidade em corrente contínua, através dos painéis fotovoltaicos, e são especialmente desenvolvidas para serem conectadas diretamente aos painéis, sem a necessidade de baterias. Sempre que houver sol pleno incidindo sobre os painéis a bomba será acionada, garantindo a umidificação do viveiro e da horta. O uso de energia solar em pequenas hortas, que necessitam de bombeamento de água, é usado, principalmente, em projetos de irrigação de baixo consumo, como é o caso da Apae.

Virou Lei

O desejo da diretora Cristina Maróstica de transpor os muros da Escola Especial aconteceu antes do esperado. Agora os projetos da Apae através do Agrinho vão para todas as escolas do município. Com o apoio do secretário de Meio Ambiente, Bruno Marques, da secretária de Educação, Nilda Gonzatti, da Câmara de Vereadores e do prefeito de Cristalina, Daniel Sabino, sancionada a Lei Nº 30 que autoriza a instituição do Programa de Inserção Ambiental, Social e Cultural no âmbito das escolas municipais de Cristalina.

O Programa visa implementar nas escolas e na comunidade do município de Cristalina tecnologias renováveis para produção de energia limpa, bem como o incentivo de práticas que incentivem o desenvolvimento sustentável: energia fotovoltaica, compostagem, hortas orgânicas, recebimento e reutilização de materiais recicláveis, entre outros.

Para o prefeito Daniel Sabino, a ação iniciada através do Programa Agrinho, na Apae de Cristalina, precisa ser replicada no município. “Entendemos que não há outro caminho para o nosso planeta se não o da sustentabilidade. É preciso que essa conscientização ambiental comece nas escolas e se estenda até suas casas. Tornar o ambiente escolar um lugar educativo e que instrua a criança de hoje a se tornar um adulto responsável e comprometido com o meio ambiente é nosso papel como gestor”, afirma o prefeito.

Finalista

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás) divulgou no dia 24 de outubro, o resultado dos premiados na edição 2017 do programa Agrinho e a Escola Especial Dr. João Bosco Rennó Salomon é finalista na modalidade "Município Agrinho". A solenidade de premiação ocorrerá no dia 24 de novembro, a partir das 9 horas, no Centro de Convenções da PUC Goiás.

Confira a lista dos premiados 2017.

Texto extraído da Revista Agrinho Cristalina.

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