• Thalita Braga

Pesquisador da Embrapa defende irrigação e afirma que não há falta de água, mas falta de gestão dos


Foto: Larissa Melo

O primeiro dia do 2º Seminário de Irrigação de Goiás reuniu mais de 500 pessoas para tratar o futuro da irrigação em Goiás. Miguel Dauod, analista financeiro do Canal Rural, abriu o ciclo de palestras com a seguinte questão: “Panorama econômico e político do Brasil: Para onde vamos?”. Em seguida o presidente do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders tratou o cenário e as tendências para o cultivo de feijão 2017-2025. Ele destaca a crescente demanda por alimentos no mundo e a importância de se garantir a segurança alimentar da população. “Segundo relatório da Conab, o feijão é a principal fonte de proteína vegetal dos brasileiros, e o estudo aponta crescimento do consumo do grão”, afirma.

O pesquisador e supervisor do Núcleo de Articulação Internacional da Embrapa Cerrados, Lineu Rodrigues, levantou importantes pontos para serem discutidos em sua participação. O primeiro deles foi a importância da irrigação para o desenvolvimento da agricultura no Brasil, e consequentemente para garantia da segurança alimentar da população. “Não se trata de uso da água para irrigação, é uso da água para produção de alimentos. Como eu posso garantir a quantidade mínima de alimentos para população? É produzindo a quantidade necessária, e nesse ponto eu não tenho dúvidas, a irrigação é fundamental”, garante.

Lineu ressalta que o sistema de irrigação no Brasil ainda é fragilizado. “É importante que os agricultores se mobilizem, se organizem em associações, cooperativas e participem efetivamente dos comitês e conselhos de forma a influenciar nas decisões que interferem no desenvolvimento da irrigação”, diz. Para o pesquisador, a agricultura irrigada enfrenta atualmente importantes desafios institucionais, políticos e técnicos. “É preciso uma unidade capaz de coordenar o processo de integração entre as instituições governamentais, entre as instituições governamentais e não governamentais. Esse esforço, entretanto, só será possível e efetivo se houver um real envolvimento dos usuários”, observa.

Dirceu Broch, diretor executivo da MS Integração, apresentou a palestra “Construção do ambiente de produção para alta produtividade”, na qual destacou os avanços tecnológicos do setor, que vem contribuindo para o aumento da produtividade agrícola.

Para fechar o primeiro painel do evento – Construindo Ambientes Produtivos, o diretor técnico da Associação dos Irrigantes de Goiás (Irrigo), Renato Caetano, mediou um debate com os palestrantes do dia e respondeu as perguntas dos participantes. “Para chegarmos aos 5 milhões de hectares irrigados em Goiás, como citou o presidente da Faeg José Mário Schreiner, tem uma coisa que é essencial: capricho. Para uma produção sustentável é preciso estar atento aos detalhes nas lavouras: manejo adequado de água e solo, monitoramento pluviométrico e construção de barragens para armazenamento da água das chuvas”, afirma.

Caetano destacou também o trabalho realizado pela Irrigo em defesa do irrigante, garantindo representação dos produtores rurais juntos aos órgãos públicos, e realizando levantamento de informações para estudo da agricultura irrigada em Goiás. “Há muito o que se avançar, mas a Irrigo tem trabalhado incansavelmente para organização do setor agrícola de Goiás, para que com dados em mãos, possamos traçar estratégias e ações para gestão dos recursos hídricos no Estado”, conclui.

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